Uma das raras publicações avaliando o impacto na troca de imunobiológicos!!!
Estudo prospectivo, aberto, de braço único, incluindo 145 pacientes com Asma Grave Eosinofílica(>150 EOS) em status não controlado pelo ACQ-5, além de 2 ou mais exacerbações no ano anterior, a despeito do uso de CI em dose alta + medicamento controlador adicional + Omalizumabe (por no mínimo 4 meses). A terapia inalatória foi mantida e realizada a troca de imunobiológico com a suspensão de Omalizumabe e introdução de Mepolizumabe. Os pacientes foram acompanhados por 32 semanas e diversos desfechos foram analisados: controle de Asma(primário), qualidade de vida, taxa de exacerbações, eosinofilia sérica e função pulmonar.
Resultados:
Desfecho primário(ACQ-5): houve uma melhora expressiva no questionário de controle de Asma(ACQ-5), com queda de 1,45 pontos (p < 0,001) em relação ao início estudo . Dos pacientes avaliados, 45% apresentaram ACQ<1,5 após 32 semanas, em comparação com apenas 1% no início do estudo. Ao final do estudo, 77% dos pacientes apresentaram uma melhora clinicamente significativa (> 0,5 ptos) de ACQ-5.
Desfechos Secundários:
SGRQ: houve melhora expressiva de qualidade de vida, com queda de 19 pontos no questionário SGRQ. Ao final das 32 semanas, 79% dos pacientes apresentaram uma melhora clinicamente significativa(- 4 ptos) no SGRQ.
Exacerbações: a taxa de exacerbações clinicamente significativas (uso de corticóide oral/ broncodilatador/antibióticos) e exacerbações demandando idas em emergência/internação foram reduzidas em 64 e 69% respectivamente!
Eosinofilia: pelo efeito da inibição da IL-5, houve um decréscimo significativo na eosinofilia sérica de média de 290 para 70 cels.
Função Pulmonar: percentual expressivo dos pacientes atingiu uma melhora clinicamente significativa em VEF1(ganho de 100 ml ou mais)
Conclusão:
O estudo OSMO mostrou que em pacientes portadores de Asma de Difícil Controle perfil T2, elegíveis à ambos os imunobiológicos, sem resposta adequada ao uso de Omalizumabe(Anti-IgE) por pelo menos 4 meses, após a troca por Mepolizumabe(Anti IL-5), apresentaram melhora expressiva em controle de Asma(ACQ-5), qualidade de vida(SGRQ), taxa de exacerbações clinicamente significativas e com necessidade de ida em emergência/internação e função pulmonar. Tal publicação indica que em Asmáticos de comportamento Grave/Difícil controle e perfil T2, os inibidores de IL-5 podem representar uma alternativa terapêutica aos não respondedores à Omalizumabe(Anti-IgE).