Estudo ORESTES: Coorte retrospectiva e multicêntrica(Espanha), incluindo 781 portadores de DPOC, já sob uso de terapias inalatórias(LABA+LAMA ou LABA+CI ou tripla terapia aberta(MITT) ou fechada(SITT) exceto FBG) que foram substituídas por regime específico de terapia tripla fixa (Formoterol + Budesonida + Glicopirrônio(FBG)) e seus desfechos foram avaliados por 12 meses antes e mais 12 meses após a troca para FBG.
O perfil de pacientes incluídos corresponde em sua maioria à pacientes complexos tanto do ponto de vista respiratório como no que se refere à presença de comorbidades, especialmente cardiovasculares. 78% dos pacientes apresentavam dispnéia significativa (MRC 2 ou +); 50,9% com Classificação GOLD E; 66,4% com 1 ou + exacerbações no ano anterior; 93% com 3 ou + comorbidades; 79,7% com 1 ou + comorbidades cardiovasculares.
Em relação à terapia inalatória de base: 41,1% Dupla terapia (15,6% LABA + CI / 25,5% LABA + LAMA) <<>> 49,6% Tripla terapia (20,5% Tripla fechada(SITT) / 29,1% Tripla aberta (MITT)).
Resultados
Exacerbações: em comparação ao ano que antecedeu a troca para FBG, houve redução de 20,8% na taxa de exacerbações moderadas e 23,1% na taxa de exacerbações graves.
Uso de medicação de resgate(SABA): a necessidade de resgate com SABA reduziu em 21,1% após a troca para FBG
Uso de Recursos de Saúde: a substituição da terapia inalatória para FBG proporcionou uma redução de 25,5% nas visitas à Emergência e de 24,7% nas hospitalizações.
Comparação outras triplas fechadas(SITT): nos pacientes que utilizavam outras terapias triplas fechadas o benefício também foi notado(57,8% Fluticasona+Vilanterol+Umeclidínio / 42,2% Formoterol+Beclometasona+Glicopirronio). Foi observada redução de 27,3% na taxa de exacerbações moderadas e 12,3% para as exacerbações severas, além de 21,9% menos utilização de SABA para resgate, 14,2% menos necessidade de corticóide sistêmico e 20% menos prescrição de antibiótico.
Conclusão
O estudo ORESTES, complementa de forma realista os dados obtidos em estudos pivotais, pois inclui em sua análise um perfil de pacientes muito semelhante com os atendidos por especialistas em sua prática diária, pacientes complexos e de alto risco de complicações, com DPOC não adequadamente estabilizada mesmo com terapia inalatória intensa além de portar múltiplas comorbidades.
Os resultados nos mostram que mesmo neste perfil de pacientes geralmente idosos, com função pulmonar muito debilitada, sintomáticos, exacerbadores e com múltiplas comorbidades, a troca de LABA/CI, LABA/LAMA, Tripla Aberta ou mesmo outras Triplas Fechadas por FBG(Breztri), foi capaz de reduzir de forma significativa a taxa de exacerbações moderadas e graves, bem como idas à Emergência e internações.