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Impacto da não aderência ao CI em Asmáticos graves sob uso de Mepolizumabe!!!

Asma Por Luiz Renato 65 Visualizações 15/04/2026 10:29 Artigo de 2020

Após a publicação recente do estudo SHAMAL, que mostrou ser viável reduzir de forma expressiva a dose de corticóide inalado(CI) em asmáticos graves de perfil eosinofílico sob uso de Benralizumab, surge o questionamento sobre ser possível extrapolar tal afirmação para outros imunobiológicos.

O trial aqui comentado, publicado em 2020, uma coorte retrospectiva, avaliou ao longo de 1 ano, 109 portadores de asma grave eosinofílica (>300 EOS, usuários crônicos de corticóide oral > 5 mg/dia) recebendo Mepolizumabe além da terapia usual(CI + LABA). Os desfechos foram avaliados e relacionados com a aderência ao uso de corticóide inalado(CI), sendo que 18% do total dos pacientes apresentaram baixa aderência ao CI.

Os resultados mostraram que mesmo sob uso de Mepolizumab, a pobre aderência ao CI determina piores desfechos! No que diz respeito ao  uso de corticóide oral(CO), entre os asmáticos com boa aderência ao CI, 87% reduziram em mais de 50% a dose de CO e 60% conseguiram suspender por completo, enquanto que dentre os não aderentes, apenas 9% reduziram a dose em mais de 50% e cerca de 5 % conseguiram suspender por completo o uso. Enquanto os asmáticos com boa aderência ao CI apresentaram 66% de redução na taxa de exacerbações, entre os não aderentes, não houve redução significativa em tal desfecho. Dentre os pacientes com falha terapêutica (caracterizada pela impossibilidade em reduzir CO ou a taxa de exacerbações em mais de 50%), a não aderência foi fator determinante, presente em 46,2% dos casos.

Conclusão: o trial mostrou que em asmáticos graves, de perfil eosinofílico(>300 EOS) e córtico-dependentes, o sucesso terapêutico de Mepolizumab está condicionado à boa aderência ao corticóide inalatório. Tal resultado nos sugere que os achados do estudo SHAMAL não devem ser extrapolados para outros imunobiológicos.